segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Toy Story 3 e suas implicações psicológicas

Voltando a falar de filmes, eu assisti recentemente ( no dia das crianças ) Toy Story 3, como aconselhei vocês a assistirem Tv, fiz o mesmo. Todo mundo sabe, já ouviu falar ou tem pelo menos uma noção de como é o filme, pois bem, farei um brevíssimo resumo de Toy Story e Toy Story 2 para chegar onde eu quero: Toy Story 3 e suas implicações.


Toy Story é um filme da Disney em parceria com a Pixar, e pessoalmente não gosto muito dos fimes da Disney ( principalmente em relação à parte extremamente mentirosa e fantasiosa deles ), salvo exceções, como Toy Story. Não me lembro com que idade assisti ao filme, provavelmente há alguns anos, na globo ( como sempre...), mas desde o começo, a realidade fantástica em que brinquedos ganham vida, me atraiu.

E foi daí que me identifiquei com a história ( e até lembrei de alguns brinquedos antigos ). O filme é construído a partir da história de Andy, um garoto que tem vários brinquedos e adora brincar com eles. Woody ( um boneco "cowboy" ) é o brinquedo favorito dele, e por isso mesmo tem privilégios em relação aos outros, como não dormir na caixa de brinquedos e ser o protagonista das brincadeiras.

Tudo muito bem, tudo muito bom, até que chega o aniversário do garoto, e Andy ganha o brinquedo mais incrível de todos os tempos: Buzz Lightyear ( que tem mais botões do que um controle remoto ). O patrulheiro das Galáxias, como assim se denomina, fica amigo dos brinquedos, menos de Woody, que fica enciumado. Com o passar do tempo, Buzz acaba se tornando o favorito de Andy e entre uma briga e outra com Woody, os dois acabam se perdendo de casa.

Depois de várias brigas e infortúnios pelo caminho, os dois conseguem voltar ao lar, e sim, temos o clássico final feliz ( para mais informações, favor assistir ao filme )

Em Toy Story 2, o longa mostra que as desavenças entre Woody e Buzz ficaram para trás, e nessa sequência, os dois já são amigos.

Só que Andy vai para um acampamento de verão onde pretende levar Woody, mas á poucos instantes de partir, causa um acidente, rasgando o braço costurado do boneco cowboy, tendo de deixá-lo em casa e partir sem nenhum brinquedo para o acampamento, o que decepciona Woody á ponto de não querer conversa com ninguém. Andy parte para o acampamento, enquanto seus brinquedos o esperam em sua casa.

Mas, Woody, vai parar numa venda de usados para salvar um brinquedo chamado Wheezy. Wheezy volta á salvo para o quarto de Andy, mas Woody acaba permanecendo lá por acidente e acaba sendo roubado por um colecionador de bonecos chamado Al, que é um conhecido dono de um mercado de brinquedos.

Os brinquedos entram em pânico e, liderados pelo boneco espacial Buzz Lightyear, planejam uma estratégia para resgatar Woody daquele ladrão.

Já na casa de Al, Woody conhece a cowgirl Jessie, o cavalo Bala no Alvo e o Mineiro e descobre que é um raríssimo boneco de uma série de televisão dos anos 1960 e que será vendido, junto com os novos amigos, para um museu no Japão. Diante da nova situação, Woody terá que decidir entre ficar com o menino e fazer parte da vida de uma criança ou ir para o museu e ficar para sempre sendo observado por visitantes.


Em Toy Story 3 o contexto é bem diferente, Andy irá para a faculdade e terá que decidir o que fazer com seus brinquedos. Se vai mandá-los para o lixo ou guardá-los no sótão.

Ele resolve guardá-los e colocá-los em um saco (exceto Woody, que irá para a faculdade). Porém, sua mãe confunde o saco de brinquedos com o saco de lixo e os brinquedos acabam no lixo.Quando os brinquedos conseguem se livrar do caminhão de lixo, Woody explica que Andy os guardaria no sótão, mas ninguém acredita, então eles acabam indo para a creche Sunnyside.

Quando chegam em Sunnyside, todos os recepcionam muito bem, e os brinquedos veem uma chance de melhorar de vida. Porém Woody, que nunca concordou em abandonar Andy, sai da creche e tenta voltar para casa. Já os brinquedos acabam descobrindo que Sunnyside não é tão agradável como imaginavam.

Bem, depois desses resumos dos filmes, vamos ao que interessa: Eu já gostava de Toy Story e realmente esperava muito do filme ( isso porque um monte de gente havia me falado o quanto o filme era "bom" ). Tão surpreso fiquei ao não me decepcionar, o filme foi não só o que me disseram, como foi mais, cheguei a me emocionar ( e pra quem me conhece, sabe o quanto isso é difícil ).

Ver os dois primeiros filmes e depois assistir o terceiro, deixa aquela sensaçãozinha de dever cumprido da história. Acho que o filme mostrou bem o lado de uma classe desfavorecida, os brinquedos ( já que eles não podem falar, pois não são vivos na vida real, mas se fossem, aposto que teriam a visão dos brinquedos do Andy ).

As implicações do filme são várias, mas no número 3 da sequência, é impossível passar despercebido o forte apelo emocional. Qualquer pessoa com coração, chega ( no mínimo ) à refletir depois que assiste o filme. Eu mesmo, depois de assistí-lo, fiquei pensando nos meus velhos brinquedos ( que estão guardados em sacos e caixas ), que poderiam fazer outras crianças felizes.

O filme aponta ainda a importância do desapego, por exemplo, quando Andy vai doar os seus brinquedos e vê a alegria da garotinha, logo resolve doar todos, até porque não precisaria mais deles na faculdade. Eu não sei vocês, mas acho meio difícil essa coisa do desapego, sempre fico com dó de doar algo velho ( que me serviu tantos anos ), mas no fim, acabo doando, e se você pensar bem, é o melhor a se fazer.

Bom, ainda não era essa implicação que fez eu me emocionar com o filme, nem gostar dele, a principal relação que faz a gente parar e refletir, na minha opinião é a relação amizade-amor entre Andy e seus brinquedos, que pode ser perfeitamente aplicada na vida real.

Uma das coisas que mais valorizo é a amizade, talvez devido à minha notória inabilidade para fazer amigos. Até hoje não sei muito bem como fiz os que tenho, mas uma das minhas principais preocupações é conservá-los. Não é sempre que consigo, pois certas amizades acabam perdendo o sentido com a passagem do tempo, pois talvez fossem feitas para funcionar somente em determinado contexto, e isso é uma das coisas que me deixa mais triste, pensar que aquela pessoa já foi muito minha amiga e hoje, mal falo com ela. É difícil de aceitar, mas é uma coisa meio natural, acaba acontecendo, às vezes a culpa não é de ninguém, simplesmente o mundo conspira a favor dessa "separação". Há relações que conseguem se adaptar a mudanças; outras não. Está além do nosso controle.

Porém, mesmo separados, algumas amizades são eternas, e independentemente da distância, tempo, local, sempre ( sempre ) irão durar, e isso é mostrado impecavelmente no filme. Mesmo separado de Woody, mesmo estando longe fisicamente, o garotinho que cresceu, nunca vai esquecer do seu brinquedo. 


Pra mim é um pouco estranho perceber que as pessoas gostam realmente de mim, principalmente quando não sei bem qual é o motivo, mas nunca vou esquecer a sensação de por exemplo, ter ganhado uma festa surpresa. Nunca vou esquecer dos meus amigos de verdade, dos que dividi segredos, momentos únicos e inesquecíveis, e pra isso, não preciso de nada material, pra mim, basta fechar os olhos.

Com tudo, se a intenção do filme era emocionar, deixar lições, e um gostinho de "Que bom esse filme!", Toy Story 3 cumpriu sua missão.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Enem

Olá, pessoal. Vim tirar as teias de aranha do blog, como disse a vocês, fiquei ausente esse tempo por causa do Enem...e infelizmente, acho que nem valeu à pena, não me dei bem na prova, não como eu esperava, portanto, não sei o que fazer, só sei que daqui pra frente, as coisas vão mudar.

Um breve resumo da minha vida, antes do Enem:

Ônibus lotado, pra assistir a porra das aulas.

Assistindo a porra das aulas.
 
Estudando feito um condenado em casa.

Assistindo aulões hiper lotados e detalhe, chegando cedo pra sentar na frente.

"Morto", depois do longuíssimo dia.

Durante o Enem:






E uma única certeza: Fiz merda

Após Enem:

Não sei bem o que fazer, por isso, peço ajuda de vocês:

A) Voltar ao batente e recuperar a matéria atrasada:

B) Aproveitar que já estou fodido e chutar o balde:


C) Mandar todo mundo ir se FODER:


D) Virar um Serial Killer ( o que não seria má ideia...):



E) ( A minha favorita ) Fingir que nada aconteceu e sair, "Cantando na chuva":




I'm singing in the rain
Just singing in the rain
What a glorious feeling
I'm happy again...


Deem suas opiniões crianças, ficarei agradecido.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Querido professor

Obs: Posts escassos, desculpem leitores, essa semana estou em preparação para o ENEM, ou o que a minha escola chama de preparação, enfim, prometo recompensá-los posteriormente. ;D

Dia do professor. Parabéns, coisa e tal. Poucos merecem meus parabéns de verdade, então, no post de hoje, eis minha homenagem:

Em A inteligência que eu não tenho, falei sobre a expectativa que as pessoas tem sobre mim e também acabei falando dos professores que puxam o saco dos alunos. Me esqueci, apenas, de um detalhe importante: Os alunos que puxam o saco dos professores. E são muitos, que fique claro.

Mafalda fala por mim.

Acho uma filhadaputagem enorme um professor ficar "babando" um aluno, porém, é pior ainda ver um babaca enchendo a bola de um  cara imbecil professor. Esse tipo de coisa é mais comum do que se possa imaginar, na maioria das vezes é um aluno que o professor já puxa o saco, só que alguns ( ultrapassando os limites da cara de pau ) que não são  os favoritinhos do professor, também o fazem.

O cara chega; brinca, solta piada - Sinto muito, a partir daí já começa a me dar enjoo - e ainda por cima abraça! Faz o escambau. Depois, o mesmo cara ( de pedra, porque de pau é pouco ) tem a coragem de falar mal do professor?! ( o mesmo que estava abraçando à cinco minutos  ).

O pessoal fala, "Isso é porque eu gosto da "pessoa" dele" - HEIM? É o quê? - Amiguinho, a "pessoa" dele é a mesma que dá aula, a pessoa dele é a mesma que humilha a turma e é essa MESMA PESSOA que VOCÊ está abraçando. Não existe duas pessoas, PORRA!

Não tem como separar, se na sala de aula ele falta pouco soltar o cachorros em cima dos alunos e vem me comprimentar no corredor, eu ignoro ( e não venha me dizer que sou mal educado, já faço isso pra não soltar um belo: Vai tomar no CÚ! )

*Beleza, às vezes eu comprimento ( quando não dá pra ignorar ou fingir que nem vi ), mas isso só porque não quero prejudicar minhas notas...não confio muito neles.*

Mas agora eu fico calmo, já que não posso fazer essas coisas, meu alter ego pode:

Professor escroto: *Em tom de deboche* - Esse pessoal da conversa já deve saber de tudo...

Cão da neve: - Vai tomar no CÚ! Você fica pondo essas coisas no quadro, como se fosse nossa obrigação saber de tudo, sem você ter dado PORRA NENHUMA! E sabe o que mais? Eu vou sair agora dessa merda dessa aula, porque estudando sozinho, eu aprendo MUITO MAIS!

E mais uma vez , o dia foi salvo por: Cão da neve!

Obrigado Cão da neve, nervos calmos, novamente.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Lugar de criança


Criança sofre. Não que eu já não soubesse disso, mas puta que pariu, criança sofre que só o caralho.

Desde pequenas, já são "obrigadas" a fazer uma série de atividades que muito provavelmente não fariam se não fossem coagidas ou literalmente obrigadas mesmo. Quando eu era pequeno, não lembro de fazer nada em especial, passava tardes assistindo televisão ( sbt ), mas precisamente Tom e Jerry, Tv cruj, chiquititas, etc. Realmente creio que aproveitei um bom período da minha infância.

As crianças do século XXI não fazem essas coisas. "Não, não! Elas precisam ter atividades extra-curriculares para suprir o tempo livre e não torná-las marginais mirins, devido ao mau exemplo que a televisão dá". Tomar no cú, né manolo? Eu mesmo fui "criado" pela televisão e não virei um perdido na vida, ao menos, não fiz nada que fosse parar na minha ficha criminal.

Acho que atividades extras podem ser ótimas sim, o maior problema é a quantidade e a proporção que essas atividades tomam. Por exemplo, uma mãe muito preocupada com o futuro do seu filho, o matricula ( logo de cara ) em uma escola bilíngue, agora, pensem comigo, a criança nem sabe português e já vai aprender outra língua? Esse tipo de coisa deveria ser pensada mais vezes antes de ser feita, tudo bem que aprender outra língua é mais fácil durante a infância, porém, esperar que o moleque ( ao menos ) se alfabetize em português não lhe traria nenhum prejuízo ( creio eu ).

Prejuízo maior, com certeza, vai ter uma criança que tiver uma infância frustrada; sem brincadeiras, televisão, ou poder ( simplesmente ) fazer o que quiser. Ou vocês acham, que se o filho, da mesma mãe preocupada, pedisse pra faltar a aula de piano para assistir desenhos, ela deixaria?

Não existe lugar de criança, essa história é só papo furado, o lugar da pirralhada é onde eles quiserem, onde eles estiverem, criança que é criança, se diverte em qualquer lugar.


Aproveitem esta data e relembrem a infância de vocês, nem que seja, assistindo a Tv.

Feliz Dia das Crianças.